Centenário Olimpico para o Powerboat
Friday 08 August 2008

The 2008 Olympic Games gets underway in Beijing this weekend
Podem não ter reparado mas o powerboat é um desporto Olímpico. Ou talvez seja mais correcto dizer, era. Nos Jogos Olímpicos de 1908 em Londres, duas provas de barcos a motor estavam incluídas no calendário e este ano olhamos para essas corridas e verificamos que o powerboat celebra o seu Centésimo aniversário Olímpico.
Os Jogos Olímpicos de 1908, foram uns Jogos de estreias. A distância da maratona foi fixada nos agora tradicionais 42 km, depois foi decidido começar a corrida no castelo de Windsor e terminá-la em frente á Casa Real da Rainha Alexandra, fazendo os desportos de Inverno a sua estreia com a inclusão de um evento de ski. Mas é o powerboat que se mantém como um evento único desses Jogos, com o desporto motorizado a ser incluído pela primeira e única vez no calendário Olímpico.
Nesse ano, tiveram lugar três provas de powerboat de 40Nm, fazendo cinco voltas em torno de um percurso de 8Nm próximo de Southampton, com cinco concorrentes da Grã-Bretanha e um da França. A tripulação do Thomas Thornycroft, composta por Bernard Redwood e John Field-Richards ganhou a corrida para barcos inferiores a 60 pés e para barcos de oito metros, apesar das condições adversas no circuito da corrida, foi a única equipa francesa a conseguir ganhar a corrida de abertura, que foi disputada por duas vezes depois de as condições se terem tornado demasiado severas para completar a corrida na primeira vez.
Tem havido muita discussão ao longo do último século, sobre se, qualquer tipo de desporto motorizado – terrestre ou marítimo – deveria ser ou não incluído como um desporto Olímpico. Os detractores dizem que, estes não são o verdadeiro esforço “Olímpico” na verdadeira acepção da palavra, uma vez que são forças técnicas exteriores, que têm a influência que veria ser tida pelo o puro ideal Herculano, a força humana e a resistência.
Os apoiantes da ideia, por outro lado, afirmam que a exigência sobre os pilotos nas corridas é tão intensa – senão mais intensa – do que em qualquer outro desporto. Qualquer pessoa que olhar para um piloto após um grande prémio de Formula 1, ou do Powerboat P1 a refrescarem-se freneticamente do calor e esforço no Grande Prémio do Mar da Tunísia, com certeza concordaria com este argumento.